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[Resenha] Anjos à mesa

4 de fev de 2014
Título: Anjos à mesa
Autora: Debbie Macomber
Ano: 2013
Páginas: 224
Editora: Novo Conceito
Classificação: Regular

Quando peguei esse livro, com a capa tão natalina, estava esperando uma história de amor que acontece no final do ano e só por um milagre divino o casal fica junto, uma comédia romântica natalina típica de um filme de final de uma tarde chuvosa do mês de dezembro, que arranca suspiros e boas risadas, mas nada disso aconteceu.

Anjos à Mesa foi o segundo livro que li da autora Debbie Macomber, percebi nos dois livros que ela gosta de romances que surgem a partir de situações inusitadas, sempre contando com uma ajuda especial. Em O Amor Mora ao Lado,  foram dois gatos que uniram o casal e em Anjos à Mesa o casal foi unido por quatro anjos.

Anjos à Mesa é o sétimo volume de uma série (Angels Everywhere) protagonizada por três anjinhas bem desastradas, embora com boas intenções: Mercy, Shirley e Goodness. Detestei saber que o livro é o sétimo de uma série, mesmo não precisando dos volumes anteriores para compreender a história, acho que a editora poderia trazer todos os livros para o Brasil, é muito chato você começar a ler algo e descobrir que é o sétimo volume de uma série e que a editora nem ao menos informou sobre isso. 

Já pensou em quantas vezes algo aconteceu e você não soube explicar o motivo, que quase teve certeza que foi trabalho de anjos? Bem, talvez vocês tenham sido atendidos pelas três anjinhas mais desastradas do céu: Mercy, Shirley e Goodness, Embaixadoras da Oração, que vivem visitando a Terra e aprontando poucas e boas aqui, mas dessa vez na virada do ano novo em Nova Iorque, elas trazem a Terra seu aprendiz, Will, e ficam observando a euforia dos humanos nesse rito de passagem tão significativo para muitos e só mais uma data para outros.

Tão fascinados por nós, eles acabam perdendo o controle e Will acaba por unir dois jovens solitários, Lucie Ferrara, uma grande chef de cozinha e Aren Fairchild, crítico gastronômico do Jornal Gazeta de Nova Iorque, antes da hora, antecipando em um ano o encontro deles já planejado pelos céus. Mas será possível este romance dar certo antes da hora? Até que ponto os anjos podem interferir no encontro de almas gêmeas?

A história é daquelas cujo principal objetivo é fazer o leitor se sentir bem, poder se sentir feliz, acreditar que tudo é possível, que tudo dará certo, que sempre há algo bom reservado para nós e que se algo não deu certo não era a hora. Esse tipo de tema não é um dos meus favoritos, não gosto de acreditar no destino e ler um livro que tem esse objetivo foi uma experiência nova, mas nada convincente.

Debbie Macomber escreve razoavelmente pelo que eu li até agora, em O Amor Mora ao Lado, a escrita era tão ruim que só não desistir do livro porque queria saber o final, e em Anjos à Mesa, deixa a desejar desde o começo do livro. O enredo é lógico e bem interligado, mas o estilo de escrita não me conquistou. Além da escrita, o problema desse livro foram os personagens, tanto os humanos quanto os anjos.

Os protagonistas são bonzinhos demais, não existem pessoas 100% meigas e fofas, não tem graça você ler algo onde todos são felizes, sem problemas, são bons e românticos, mesmo em um gênero onde as pessoas estão felizes e apaixonadas, elas precisam mostrar o lado humano delas, não somos pessoas perfeitas, mesmo eles demonstrando ser orgulhosos e teimosos, esperava encontrar algo mais humano neles. Eu tive problemas com a Lucie, ela é muito insegura, meio perdida, sem atitude, tendo que sua mãe tomar atitude por ela, algo inaceitável. Aren não foi muito bem elaborado, só sabemos que ele também é teimoso, que se separou a pouco tempo e que é critico gastronômico e só isso. Para um dos personagens principais, não temos quase nenhuma informação sobre ele.

O que deu um toque de magia, de esperança para essa trama foi os anjos, porém eles não trouxeram o clima natalino para a história, o livro não tem nenhum clima natalino, completamente decepcionante. Os anjos, mais atrapalharam o casal do que ajudaram, daria mais clima de “amor está no ar”, se eles não tivessem se intrometido na história. Sei que o propósito maior do livro era a fé, a esperança, que você acredite que tudo dará certo, mas chega em um ponto que você cansa disso. Era mais uma questão religiosa, cristã, que as pessoas comecem a orar e olhar para o céu e agradecer pelo que tem do que um romance propriamente dito.

Em suma, Anjos à Mesa deixou a desejar, personagens fracos e mal elaborados, escrita razoável e uma história clichê, que coloca a questão cristã da autora em destaque. Uma leitura indicada para aqueles que buscam esperança, fé, que desejam ler algo reconfortante, sem esperar um romance espetacular. 


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